Sexta-feira, Abril 14, 2006

ILHA GRANDE - um paraíso na Terra!


O primeiro grande passeio que fiz foi à Ilha Grande. Esta Ilha fica a cerca de 200 km do Rio de Janeiro ao largo de Angra dos Reis. Ilha Grande é mar, é praia mas é acima de tudo a ligação perfeita entre o Mar e a montanha, entre o oceano e a vegetação densa da floresta. Explorar a Ilha Grande é subir aos seus picos (que demora entre 4 a 6 horas), é entrar na mata e procurar as cachoeiras escondidas ou os tesouros naturais aí encondidos...a Ilha Grande é antes de tudo o exemplo acabado de como turismo e natureza não se opoem mas se complementam..

Chegámos ao barco (na cidade de Angra dos Reis) sexta-feira à noite e apanhámos um barco para a Ilha. Foi uma viagem engraçadíssima aproveitada para uma interminável conversa que se debruça sobre todos os temas da actualidade...e com tamanha heterogeneidade de pensamento a discussão é sempre profíqua. Ao longo do passeio fomos descubrindo as inúmeras ilhotas que existem nesta Zona do Estado do Rio de Janeiro e vendo as casas que existem nessas ilhas onde o único meio de transporte é o barco.

À chegada a Vale Abraão demos com uma pequena vila, onde não existem carros, e onde logo depois da praia se elevam morros duma altura e imponência ímpares. Realmente, uma obra prima da Natureza muito bem conservada pelo Homem. 3 mil pessoas é a população daquela vila toda ela virada para um turismo ambientalmente sustentável: nada de prédios altos (mais de 2 andares), nada de hóteis, nada de grandes restaurantes ou luxos. Apenas o essencial: casa sim, casa não encontramos uma "pousada", nome dado a quartos para alugar com maior ou menor requinte, com serviço de peq. almoço e uma amabilidade típica dos brasileiros. Não tivemos de procurar pousada porque já vínhamos como tudo marcado.

A nossa Pousada era um conjunto de cabanas em madeira onde cada quarto tinha uma entrada para a rua independente, tudo isto no meio de uma vegetação desconcertante e uma beleza natural vinda de um cenário de Hollywood. Seguiu-se o jantar onde o menu foi peixe. E que saudades tínhamos de um bom peixinho...Como o ar do mar puxa ao descanso recolhemos aos quartos para um merecido repouso.

No Sábado o dia acordou soalheiro e bem cedo. Com o peq. almoço já tomado (que constou de sucos de frutas natural, leite, café, pães de vários tipos, fruta ao natural, queijo, fiambre, manteiga e compotas) embarcámos para o nosso primeiro passeio de barco. Este passeio, que durou o dia todo, consistia na visita à Lagoa Azul e a outros locais de interesse marítimo. No entanto, como toda a viagem é feita ao longo da costa foi possível ver a imensidão de vegetação que cobre toda a ilha (reserva protegida), quer nas suas partes mais baixas quer nos picos que sobem a 1000m de altitude.

Nas várias paragens do percurso fomos ao Mar contemplar a beleza deste Oceano límpido e cristalino, onde o fundo do Mar se vê perfeitamente e onde podemos tocar e mexer em estrelas do mar, cavalos marinhos e outra fauna e flora marítimas. Realmente indiscritível a beleza do fundo do oceano nestas águas temperadas dos trópicos. Dá para imainar mas para saber ao certo só mesmo indo ver ao vivo...A lagoa azul é um local onde a àgua relecte a cor azul, dum azul intenso e onde a limpeza das àguas faz arrepiar. Milhares de peixes em cardume ou isolados nadaram ao nosso lado como que a pedir umas migalhas para se alimentarem. Não foi preciso pedir muito que logo do barco cairam bocadinhos de pão e de batata frita.

à chegada a Vale Abraão decidimos fazer uma pequena trilha (existem cerca e 40 na Ilha para todas as dificuldades e gosto) em busca das ruínas de Lanzarete. Lanzarete foi um antigo presídio do tempo da ditadura militar do Brasil. Neste momento só existem restos do piso térreo uma vez que a prisão foi implodida com o derrube da Ditadura. Ao jantar de pizza seguiu-se mais uma bela noite de sono.

No Domingo o itinerário indicava um dia de praia em Lopes Mendes. Esta é uma praia paradísiaca na qual só se chega a pé. Andámos de barco até uma zona próxima e depois percorremos uma trilha que conduz a essa praia. Adjectivá-la de bonita é sem dúvida redutor para a beleza que lá vimos. É um dos locais mais bonitos que já vi até hoje. Uma praia com água cristalina onde os peixes nadam ao nosso lado, onde surfistas cortam as ondas num total respeito pela Natureza e onde por todos os lados existe vegatação densa. Foi um dia maravilhoso com muita natação, muito Sol e muita tranquilidade pois tudo à nossa volta nos transmite uma paz e uma serenidade maravilhosas, ainda para mais a 200 km do Rio de Janeiro.

Com a chegada do barco a Vale Abraão seguiu-se a viagem de ferry até Mangaratiba e de autocarro até ao Rio de Janeiro...mas muito ficou por explorar!

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